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Dr. Fábio Augusto Pinton

Fechamento Percutâneo do Forame Oval Patente (FOP) em Campinas e São Paulo

O forame oval patente é uma pequena comunicação entre os átrios do coração, presente em cerca de uma em cada quatro pessoas. Na maioria delas, não causa nenhum problema. Em casos selecionados, principalmente após um AVC sem outra causa identificada, o fechamento por cateter pode ser indicado. A decisão é individual e tomada em conjunto com a neurologia.

Dr. Fábio Augusto Pinton · Cardiologista · CRM-SP 121448 · RQE 45378 (Cardiologia) · RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista)

O que é o forame oval patente?

Antes do nascimento, o bebê não respira, e o sangue passa de um átrio para o outro por uma abertura natural chamada forame oval. Depois do nascimento, essa passagem costuma se fechar nos primeiros meses de vida.

Quando ela não se fecha completamente, fica uma pequena “fresta” em forma de válvula entre o átrio direito e o átrio esquerdo: o forame oval patente (FOP), também chamado de forame oval pérvio.

É importante saber que:

  • O FOP é muito comum e encontrado em cerca de 25% da população adulta.
  • A grande maioria das pessoas com FOP nunca terá nenhum problema relacionado a ele.
  • Ter FOP não significa, por si só, que seja necessário fechá-lo.

Por que o FOP pode ter relação com o AVC?

Em algumas situações, como ao tossir, fazer força ou levantar peso, a pressão no átrio direito aumenta e o FOP pode se abrir por instantes. Se houver um pequeno coágulo vindo das veias, ele pode atravessar para o lado esquerdo do coração e seguir até o cérebro, causando um AVC isquêmico. Esse mecanismo é chamado de embolia paradoxal.

Quando um AVC acontece e, após investigação completa, nenhuma outra causa é encontrada, ele é chamado de AVC criptogênico, ou embólico de origem indeterminada. É nesse contexto, especialmente em pacientes mais jovens, que o FOP passa a ser investigado como possível causa.

Quando o fechamento do FOP é indicado?

Estudos clínicos randomizados publicados a partir de 2017 mostraram que, em pacientes selecionados com AVC isquêmico atribuído ao FOP, o fechamento por cateter associado ao tratamento clínico reduz o risco de um novo AVC em comparação com o tratamento clínico isolado. Com base nisso, as diretrizes atuais apoiam o fechamento nos casos em que:

  • Houve AVC isquêmico ou ataque isquêmico transitório sem outra causa identificada após investigação completa;
  • O paciente está, em geral, entre 18 e 60 anos. Fora dessa faixa, a avaliação é ainda mais individualizada;
  • O FOP tem características que aumentam a chance de ser o responsável, como passagem importante de microbolhas ou aneurisma do septo interatrial;
  • Cardiologia e neurologia concordam que o FOP é a causa mais provável do evento.

Outras situações avaliadas caso a caso

  • Mergulhadores com episódios de doença descompressiva
  • Embolia arterial periférica sem outra causa
  • Síndrome de platipneia-ortodeoxia (queda da oxigenação ao ficar em pé)

E a enxaqueca?

Existe associação entre FOP e enxaqueca com aura, mas os estudos não confirmaram benefício suficiente para indicar o fechamento do FOP apenas para tratar enxaqueca. Hoje, a enxaqueca isolada não é indicação de rotina para o procedimento.

Quando o fechamento geralmente não é indicado

  • FOP encontrado por acaso, em exame de rotina, sem AVC ou outro evento
  • AVC com outra causa identificada, como arritmia (fibrilação atrial), placas nas artérias do pescoço ou doença de pequenos vasos

Como é a avaliação antes do fechamento do FOP

  1. Consulta cardiológica, com revisão detalhada do AVC, dos exames já feitos e das medicações.
  2. Ecocardiograma com microbolhas (soro agitado), transtorácico e/ou transesofágico, para confirmar o FOP, medir o tamanho da passagem e avaliar o septo interatrial.
  3. Doppler transcraniano com microbolhas, em alguns casos, para quantificar a passagem.
  4. Investigação de outras causas do AVC, em conjunto com a neurologia:
    • monitorização prolongada do ritmo cardíaco (Holter), para afastar fibrilação atrial;
    • exames das artérias do pescoço e do cérebro;
    • exames de sangue e, quando indicado, pesquisa de trombofilias.
  5. Discussão do caso entre cardiologia e neurologia e conversa com o paciente sobre benefícios, riscos e a alternativa de manter apenas o tratamento clínico.

Já tem exames feitos? Envie para segunda opinião

Pacientes de outras cidades podem enviar laudos, ecocardiogramas e exames de imagem do AVC para uma consulta por telemedicina, voltada à análise da indicação.

Como o fechamento do FOP é feito, passo a passo

  1. Local: sala de hemodinâmica, em ambiente hospitalar.
  2. Anestesia: sedação ou anestesia geral, conforme o método de imagem usado para guiar o procedimento.
  3. Acesso: uma punção na veia femoral, na virilha. Não há cortes no tórax.
  4. Implante: guiado por raio X e por ecocardiograma (transesofágico ou intracardíaco), um cateter leva até o septo interatrial uma prótese em formato de duplo disco, como um “guarda-chuva duplo”. Um disco fica de cada lado do septo, fechando a passagem.
  5. Conferência: antes da liberação definitiva, a equipe confirma pelo ecocardiograma a posição e a estabilidade da prótese.
  6. Fechamento: retira-se o cateter e faz-se compressão no local da punção venosa.

Com o tempo, o próprio tecido do coração recobre a prótese, que fica incorporada ao septo. Em geral, o procedimento dura cerca de uma hora, mas o tempo varia conforme a anatomia.

Recuperação após o fechamento do FOP

  • Observação hospitalar após o procedimento. O tempo de internação costuma ser curto, mas é definido pela equipe conforme a recuperação.
  • Retorno gradual às atividades. Esforços intensos e levantamento de peso devem ser evitados nos primeiros dias, conforme orientação.
  • Uso de antiagregantes plaquetários por um período definido pelo médico.
  • Cuidados para prevenir endocardite nos primeiros meses (por exemplo, antes de procedimentos dentários), conforme orientação.
  • Ecocardiograma de controle para confirmar a posição da prótese e o fechamento da passagem.
  • O acompanhamento com o neurologista continua normalmente.

Quais são os riscos do fechamento do FOP?

O fechamento do FOP é considerado um procedimento de baixa complexidade dentro da cardiologia intervencionista. Ainda assim, tem riscos, que são explicados antes da decisão:

  • Fibrilação atrial, uma arritmia que pode surgir nas primeiras semanas e na maioria das vezes é passageira
  • Complicações no local da punção (hematoma ou sangramento)
  • Formação de coágulo sobre a prótese, o que justifica o uso de antiagregantes
  • Derrame no pericárdio (acúmulo de líquido ao redor do coração)
  • Deslocamento ou erosão da prótese, que são raros
  • Reações ao material ou à anestesia

A probabilidade de cada complicação varia conforme o perfil de cada paciente. Por isso, a indicação só é feita quando o benefício esperado justifica o procedimento.

Onde o Dr. Fábio realiza o fechamento do FOP

Campinas: Hospital São Luiz · Hospital Vera Cruz · Hospital Samaritano · Hospital Santa Tereza · Hospital do Coração
São Paulo: Hospital Sírio-Libanês · Hospital 9 de Julho

Planos de saúde

A cobertura do fechamento do FOP por planos de saúde segue as regras da ANS e do contrato de cada paciente. Ao entrar em contato, a secretária verifica o seu convênio e em quais hospitais há cobertura. Com essa informação, você escolhe o hospital.

Quem realiza

Dr. Fábio Augusto Pinton é cardiologista intervencionista.

  • Residência em Cardiologia e em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista no Instituto do Coração (InCor) – HC-FMUSP
  • Título de Especialista em Cardiologia pela SBC
  • Título de Especialista em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista pela SBHCI
  • Colaborador do portal Cardiopapers

CRM-SP 121448 · RQE 45378 (Cardiologia) · RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista)

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Perguntas frequentes sobre o forame oval patente

Tenho forame oval patente. Preciso fechar?

Na maioria dos casos, não. O FOP é encontrado em cerca de uma em cada quatro pessoas, e a grande maioria nunca terá problemas por causa dele. O fechamento é considerado principalmente quando houve um AVC ou outro evento embólico sem outra causa identificada, após avaliação conjunta da cardiologia e da neurologia.

Como se descobre o forame oval patente?

Pelo ecocardiograma com microbolhas, em que um soro agitado é injetado na veia para verificar se passa do lado direito para o lado esquerdo do coração. O ecocardiograma transesofágico detalha a anatomia, e o Doppler transcraniano com microbolhas pode complementar a avaliação.

O fechamento do FOP é uma cirurgia?

Não. O procedimento é feito por cateter, por uma punção na veia da virilha, sem cortes no tórax. A prótese é posicionada no septo do coração guiada por raio X e ecocardiograma.

Quanto tempo dura o procedimento e a internação?

Em geral, o procedimento dura cerca de uma hora. A internação costuma ser curta, mas o tempo exato varia conforme cada paciente e é definido pela equipe.

Fechar o FOP cura a enxaqueca?

Os estudos não confirmaram benefício suficiente para indicar o fechamento do FOP apenas para tratar enxaqueca. Por isso, a enxaqueca isolada não é indicação de rotina para o procedimento. Cada caso deve ser avaliado com o neurologista.

Depois do fechamento, vou tomar remédio?

Sim. Após o procedimento, usam-se antiagregantes plaquetários por um período definido pelo médico, e o acompanhamento inclui ecocardiograma de controle. As demais medicações seguem a orientação do cardiologista e do neurologista.

A prótese fica para sempre no coração?

Sim. Com o passar dos meses, o tecido do próprio coração recobre a prótese, que fica incorporada ao septo interatrial.

Moro em outra cidade. Posso ter uma segunda opinião?

Sim. A consulta por telemedicina permite analisar ecocardiogramas, exames do AVC e laudos e orientar sobre a indicação e os próximos passos. Quando o procedimento é indicado, ele é realizado presencialmente, em um dos hospitais de atuação.

Agende sua avaliação

Se você teve um AVC e foi encontrado um forame oval patente, ou recebeu indicação de fechamento, agende uma avaliação para avaliação individual.

Médico encaminhador (neurologia e cardiologia): para discutir um caso, fale diretamente pelo WhatsApp.

Conteúdo informativo e educativo, que não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual. Dr. Fábio Augusto Pinton – CRM-SP 121448 – RQE 45378 (Cardiologia) – RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista). Última revisão: outubro de 2026.