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Dr. Fábio Augusto Pinton

Denervação Renal para Hipertensão Resistente em Campinas e São Paulo

A denervação renal é um procedimento por cateter que atua nos nervos ao redor das artérias dos rins, que participam do controle da pressão arterial. Pode ser considerada em pacientes selecionados, cuja pressão continua acima da meta mesmo com o tratamento adequado. Não substitui os remédios nem os cuidados com o estilo de vida, e a decisão é individual.

Dr. Fábio Augusto Pinton · Cardiologista · CRM-SP 121448 · RQE 45378 (Cardiologia) · RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista)

O que é hipertensão resistente?

Fala-se em hipertensão resistente quando a pressão continua acima da meta apesar do uso de três classes de medicamentos em doses adequadas, normalmente incluindo um diurético, ou quando são necessárias quatro classes ou mais para controlá-la.

Antes de confirmar esse diagnóstico, é preciso afastar a pseudorresistência, situação em que a pressão parece resistente, mas há outra explicação:

  • medida da pressão feita de forma inadequada ou “efeito do avental branco”;
  • dificuldade para usar os remédios como prescrito;
  • doses ou combinações que ainda podem ser ajustadas;
  • uso de substâncias que elevam a pressão, como anti-inflamatórios e descongestionantes.

Como a denervação renal funciona?

Ao redor das artérias que levam sangue aos rins existem nervos do sistema simpático, que influenciam a pressão arterial. Na denervação renal, um cateter fino chega a essas artérias e aplica energia, por radiofrequência ou ultrassom, para reduzir a atividade desses nervos.

Quando a denervação renal pode ser considerada?

Estudos clínicos com grupo de controle mostraram que, em pacientes selecionados, o procedimento reduz a pressão em comparação com um procedimento simulado. Essa redução média é modesta e varia de pessoa para pessoa. Diretrizes internacionais recentes admitem o método em casos selecionados, com decisão compartilhada. Em geral, a avaliação é feita quando:

  • A hipertensão foi confirmada fora do consultório, por MAPA ou medidas residenciais;
  • As causas secundárias foram investigadas;
  • O tratamento foi otimizado, ou há intolerância importante aos remédios;
  • O paciente tem risco cardiovascular elevado e entende benefícios, riscos e incertezas;
  • A anatomia das artérias renais permite o procedimento e a função dos rins é compatível com ele.

Quando geralmente não é indicada

  • Pressão elevada que ainda não foi confirmada ou tratada adequadamente
  • Causa secundária tratável ainda não investigada
  • Estreitamento importante ou anatomia desfavorável das artérias renais
  • Função renal muito reduzida, condição pouco estudada nos ensaios clínicos

Como é a avaliação

  1. Consulta, com revisão do histórico, dos remédios e das medidas de pressão.
  2. MAPA ou medidas residenciais, para confirmar a pressão fora do consultório.
  3. Investigação de causas secundárias, como apneia do sono, alterações hormonais e doenças dos rins ou das artérias renais.
  4. Exames de sangue e urina, para avaliar função renal e lesões causadas pela pressão alta.
  5. Exame de imagem das artérias renais, quando indicado.
  6. Discussão do caso com o médico que acompanha o paciente.

Como o procedimento é feito

  1. Local: sala de hemodinâmica, em ambiente hospitalar.
  2. Anestesia: sedação e analgesia, porque a aplicação de energia pode causar dor.
  3. Acesso: punção em uma artéria, em geral na virilha. Não há cortes.
  4. Aplicação: guiado por raio X, o cateter chega às artérias renais e a energia é aplicada em pontos planejados.
  5. Fechamento: o cateter é retirado e o local da punção é tratado conforme a técnica usada.

Recuperação e acompanhamento

  • Observação hospitalar, com tempo definido pela equipe.
  • Retorno gradual às atividades, conforme orientação.
  • Os remédios continuam. Qualquer ajuste é feito pelo médico.
  • A redução da pressão não é imediata e pode aparecer ao longo de semanas ou meses.
  • O acompanhamento inclui MAPA ou medidas residenciais, função renal e controle dos demais fatores de risco.

Quais são os riscos?

Os riscos são explicados antes da decisão e incluem:

  • hematoma ou sangramento no local da punção;
  • lesão ou dissecção da artéria renal;
  • estreitamento tardio da artéria renal, que é pouco frequente;
  • dor durante a aplicação e alterações passageiras da pressão ou dos batimentos;
  • reações ao contraste e efeitos sobre a função dos rins;
  • ausência de resposta: nem todos os pacientes têm a redução esperada da pressão.

Onde o Dr. Fábio realiza a denervação renal

Campinas: Hospital São Luiz · Hospital Vera Cruz · Hospital Samaritano · Hospital Santa Tereza · Hospital do Coração
São Paulo: Hospital Sírio-Libanês · Hospital 9 de Julho

Planos de saúde

A denervação renal tem registro na Anvisa e pode ter cobertura pelos planos de saúde, conforme as regras vigentes e o contrato de cada paciente. Ao entrar em contato, a secretária verifica o seu convênio e em quais hospitais há cobertura. Com essa informação, você escolhe o hospital.

Quem realiza

Dr. Fábio Augusto Pinton é cardiologista intervencionista.

  • Residência em Cardiologia e em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista no Instituto do Coração (InCor) – HC-FMUSP
  • Título de Especialista em Cardiologia pela SBC
  • Título de Especialista em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista pela SBHCI
  • Colaborador do portal Cardiopapers

CRM-SP 121448 · RQE 45378 (Cardiologia) · RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista)

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Perguntas frequentes sobre denervação renal

A denervação renal cura a pressão alta?

Não. O objetivo é ajudar a reduzir a pressão em pacientes selecionados. A maioria continua precisando de remédios e dos cuidados com o estilo de vida.

Vou poder parar os remédios depois do procedimento?

Não se deve contar com isso. Os remédios continuam, e qualquer mudança é decidida pelo médico conforme as medidas de pressão.

O procedimento é uma cirurgia?

Não. É feito por cateter, a partir de uma punção em uma artéria, sem cortes. Ainda assim, é realizado em hospital, com sedação e analgesia.

Quem tem pressão alta controlada precisa fazer?

Não. O procedimento é considerado para casos selecionados, em que a pressão segue acima da meta apesar do tratamento adequado.

Em quanto tempo a pressão melhora?

O efeito não é imediato e pode aparecer ao longo de semanas ou meses. A resposta varia, e nem todos os pacientes têm a redução esperada.

Moro em outra cidade. Posso ter uma segunda opinião?

Sim. A consulta por telemedicina permite analisar exames, medidas de pressão e remédios em uso. Quando o procedimento é indicado, ele é realizado presencialmente, em um dos hospitais de atuação.

Agende sua avaliação

Se a sua pressão continua acima da meta apesar do tratamento, ou se você recebeu indicação de denervação renal, agende uma avaliação individual.

Médico encaminhador: para discutir um caso, fale diretamente pelo WhatsApp.

Conteúdo informativo e educativo, que não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual. Dr. Fábio Augusto Pinton – CRM-SP 121448 – RQE 45378 (Cardiologia) – RQE 45378-1 (Cardiologia Intervencionista). Última revisão: outubro de 2026.